| | | | | O projeto Escola Portátil de Música, é um programa de educação musical voltado para a capacitação e profissionalização de músicos através da linguagem do Choro.
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| | | | | O melhor do Choro também na Internet.
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Escola Portátil de Música
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Criada por músicos de choro em 2000 a partir da necessidade de passar adiante seus
conhecimentos sobre o gênero, a Escola Portátil de Música vem, desde então, protagonizando
uma história de crescimento e sucesso. O que começou com cerca de cinqüenta alunos na Sala
Funarte passou para perto de cem na UFRJ, em seguida o número de interessados mais que
triplicou no casarão da Glória, e hoje em dia, no campus da Uni-Rio na Urca, são 28
professores e cerca de 800 alunos de flauta, clarinete, saxofone, trompete, trombone,
contrabaixo, violão, cavaquinho, bandolim, pandeiro, percussão, piano, acordeom e
canto - sem falar das aulas de apreciação musical, teoria musical, harmonia, arranjo,
composição, prática de conjunto etc. A formação musical oferecida pela Escola Portátil
de Música é completa (teórica e prática), dando ao aluno formado a possibilidade de
trabalhar dentro de qualquer estilo musical, não apenas do choro. Por isso tantos candidatos
buscam se matricular a cada ano, atraídos pela proposta inédita de promover a educação
musical por meio da linguagem do choro. O objetivo da EPM é dar ao aluno fundamentos
educacionais, profissionais, sociais e emocionais, para que ele possa trilhar
uma carreira de sucesso e uma vida produtiva como artista e como cidadão.
E não somente os alunos são atraídos pelos sons que vêm da Escola Portátil. Uma legião
cada vez maior de fãs, admiradores e entusiastas vem se beneficiando dos efeitos positivos
disseminados a partir da EPM. O ensaio aberto semanal do Bandão - provavelmente o maior
regional do mundo, que reúne todos os alunos da escola - já virou, graças ao boca-a-boca,
uma mistura entre programa carioca de sábado e atração turística informal. Ali, aos pés do
Morro da Urca, curiosos e amantes da boa música comparecem toda semana para ouvir os arranjos
especialmente feitos para o grupo, seja de clássicos da música brasileira, seja de
composições inéditas.
Outras iniciativas que visam à maior circulação da música são realizadas pelos alunos e
professores da Escola Portátil. A série "Finep Instrumental" também realiza, pelo terceiro
ano consecutivo, uma parceria com a EPM. Sempre na primeira quinta-feira do mês, uma atração
vinculada à Escola se apresenta dentro do projeto, na sede da Finep, no bairro do Flamengo,
com entrada franca. São oportunidades de mostrar o trabalho realizado pela EPM, e ao mesmo
tempo formar um público interessado em conhecer a produção contemporânea da música instrumental
brasileira.
Aberta a todos os interessados, com resultados de amplo alcance social, comprometida com a
disseminação de uma das maiores riquezas da cultura brasileira, a Escola Portátil de Música
é patrocinada pela Petrobras, como projeto convidado.
A Escola Portátil é uma iniciativa do Instituto Casa do Choro, que promove também, anualmente,
o Festival Nacional de Choro. Ao reunir estudantes, profissionais e amadores em um mesmo
ambiente, o Festival promove um encontro inédito, um intercâmbio de experiências que não tem
equivalente no país. Desta forma, transforma-se em um ambiente propício à troca de informações
sobre o que acontece em todo o Brasil em relação ao choro, e a projetos que utilizem
a música como veículo. Dessa troca de informações resultam iniciativas em todo o país e até no
exterior, que evidenciam o potencial multiplicador do Festival.
Por que o choro
O choro, uma das mais antigas músicas populares urbanas em atividade, com cerca de 150 anos
de existência, foi a grande escola dos mais importantes músicos brasileiros, como Anacleto
de Medeiros, Ernesto Nazareth, Pixinguinha, Sivuca, Hermeto Paschoal, Tom Jobim, Altamiro
Carrilho, Baden Powell, Raphael Rabello, entre tantos outros. Surgiu em meados do século
XIX no Rio de Janeiro, a partir de influências diversas que confluíam para a então capital
do Brasil, e rapidamente se espalhou por todo o país. Durante o século XX, o choro conheceu
um notável desenvolvimento, tanto em termos de composição, interpretação e registro quanto
em alcance, tornando-se sem dúvida uma música nacional. Matéria-prima de compositores que
estruturaram a música brasileira, inclusive a de concerto, como Villa-Lobos, Radamés Gnattali
e Guerra-Peixe, o choro contribuiu para fazer a nossa música respeitada em todo
o mundo. A partir dos anos 60, entretanto, sem espaço nas rádios, TVs e demais veículos de
comunicação de massa, o gênero passou a ser menos divulgado, e freqüentemente rotulado com
uma "música do passado".
É esse o panorama que a EPM e o Instituto Casa do Choro vêm revertendo com sucesso, por
entender que o choro, enquanto uma das maiores riquezas culturais do Brasil, deve ser
continuamente explorado, pesquisado e conhecido, para gerar cada vez mais frutos. Graças ao
alto nível do seu corpo docente e à sua metodologia de ensino, que privilegia a prática, a
composição e o estudo histórico da música carioca, a EPM vem colocando o choro em posição de
destaque no cenário do século XXI, incentivando jovens compositores que, por seu estudo do
repertório dos mestres dos séculos passados, colaboram para o alargamento do repertório
contemporâneo de forma fundamentada, com base em referências sólidas.
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